Esta matéria saiu ano passado na revista Casa&Jardim. Ela mostra a casinha que fizemos para a tia da Karina e quem já veio aqui vai reconhecer.
Veja a matéria completa no site deles.
Colorido moderno na casinha caipira
Para encher de vida a casa de 75 m², que construiu com materiais de demolição para sua família em Cotia, SP, a designer de interiores Karina Arruda coloriu as paredes e renovou móveis usados e antigos com pintura, tecidos e outros revestimentos em tons intensos
Texto Marilena Dêgelo. Repórter de imagem Tiago Cappi. Fotos Marcelo Magnani

As cores fortes, e até fluorescentes, das listras das mantas aguaio, usadas para carregar bebês na Bolívia, inspiraram a designer de interiores Karina Arruda, 40 anos, na decoração da casa de 75 m² na cidade de Cotia, na Grande São Paulo. “Sou filha de mãe boliviana e guardo comigo a manta na qual ela me carregava quando criança. Sempre gostei de decorar misturando cores intensas que alegram e enchem de vida a casa. Faço tudo descombinado, mas fica bonito”, diz Karina.“Fiz uma construção simples e funcional, que tem cara de caipira, com telhado de uma água e uma pequena varanda na frente.”

Dona do Estúdio Glória, que vende objetos e móveis antigos renovados, Karina empregou na obra diversos materiais de demolição: janelas, pias, portas e vidraças.“Adoro aproveitar tudo o que é entulho ou jogado no lixo. Isso reduz o custo da construção e é bom para o planeta”, diz ela, que fez o piso de cimento queimado, com exceção do quarto onde instalou carpete de madeira. Para aumentar o pé-direito, o forro de pínus pintado de branco, fica junto aos caibros do telhado e deixa aparente a viga central.

A entrada é pela cozinha, que fica no meio da construção, e, em cada lateral, há uma suíte. A da esquerda é usada como sala. Embora seja simples e pequena, a casa ganhou decoração arrojada. Além dos móveis e objetos usados, garimpados e repaginados por Karina, as paredes da sala e do quarto receberam pinturas especiais das artistas plásticas Isabel Morse e Claudia Justo. “Escolhi para a sala o desenho psicodélico com amebas e flores do tecido de uma roupa e, para o quarto, o de uma renda comprada no Nordeste”, diz a designer, que optou apenas por tons suaves no dormitório.As paredes e os móveis da sala e da cozinha receberam cores intensas.Mas ela ousou mesmo ao pintar a fachada de verde-cítrico. “Eu quis que ficasse fluorescente e com essa aparência rústica, meio manchada”, afirma Karina.
